sexta-feira, 19 de junho de 2026

Estudo procura explicar como a endometriose se agrava e causa dor em mulher e homens trans

 

Compostos liberados por células de defesa estimulam o crescimento das lesões típicas da doença, que regridem com medicação contra enxaqueca

Estudo procura explicar como a endometriose se agrava e causa dorCompostos liberados por células de defesa estimulam o crescimento das lesões típicas da doença, que regridem com medicação contra enxaqueca Ricardo Zorzetto, da Revista Pesquisa FAPESP

Endometriose afeta de 10% a 15% das mulheres e dos homens trans, causando dor e perda de produtividade

Vulvani / Wikimedia Commons

Todos os meses, durante a menstruação, as mulheres eliminam a camada de células que reveste internamente o útero. É um fenômeno natural que faz parte do ciclo reprodutivo e se repete ao longo de toda vida fértil. Se um embrião não se implanta e a mulher não engravida, oscilações hormonais fazem o endométrio, a membrana que recobre o interior do útero, romper-se e ser eliminado pela vagina, com um pouco de sangue. Às vezes, no entanto, parte do material que deveria ser expulsa do corpo migra pelas trompas uterinas e chega à cavidade abdominal. Alojados onde não deveriam estar, esses fragmentos geram uma doença inflamatória crônica, dolorosa e com frequência incapacitante que afeta de 10% a 15% das mulheres e dos homens trans (que nascem com o sexo biológico feminino, mas se identificam com o gênero masculino). Essa enfermidade é a endometriose, cuja evolução começa a ser mais bem compreendida como resultado de um trabalho publicado em 6/11 na revista Science Translational Medicine.

No estudo, as equipes lideradas pelo farmacêutico Waldiceu Verri Junior, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), e o biólogo molecular Michael Rogers, da Escola Médica de Harvard, nos Estados Unidos, realizaram uma série de experimentos com amostras de endometriose humana, células do endométrio cultivadas em laboratório e camundongos portadores de uma enfermidade que simula a doença humana. Após anos de trabalho, concluíram que a endometriose se instala, progride e causa dor em consequência de uma interação complexa, que se retroalimenta, entre células do sistema nervoso e do sistema imunológico.

Ativados por compostos liberados pelas células do endométrio situadas fora do útero, neurônios responsáveis pela sensação de dor liberam comunicadores químicos que acionam os macrófagos, células de defesa capazes de englobar e digerir detritos e células mortas ou estranhas ao organismo – como as tumorais, as de parasitas ou as da endometriose, que se encontram fora de lugar. Em situações normais, os macrófagos migrariam até as células que estão onde não deveriam e as eliminariam, ajudando a solucionar o problema. Na endometriose, porém, a liberação dos comunicadores químicos pelos neurônios da dor instruem os macrófagos a perder essa capacidade de limpeza. Em vez de livrarem o corpo das células do endométrio situadas em lugar errado, os macrófagos acabam estimulando que se proliferem. O resultado parece ser um círculo vicioso no qual uma lesão maior continua a estimular os neurônios, que, por sua vez, mobilizam mais macrófagos debilitados.

“Nesse trabalho, verificamos que as células que deveriam combater o problema são justamente as que ajudam a perpetuá-lo”, explica o farmacêutico brasileiro Victor Fattori, primeiro autor do artigo e especialista em mecanismos moleculares da dor e da inflamação. O trabalho traz, no entanto, uma boa notícia. “Existem medicações já aprovadas para uso humano que, ao menos nos testes com animais, ajudaram a reduzir o tamanho das lesões e a dor na endometriose”, conta o pesquisador, que integra o grupo de Rogers e desenvolveu o modelo de endometriose em camundongos usado nas pesquisas de grupo.

Com o biólogo brasileiro Tiago Zaninelli, que atualmente faz estágio de pós-doutorado na Universidade Washington em Saint Louis, e a biomédica Fernanda Rasquel Oliveira, que faz estágio de pós-doutorado com Verri, Fattori realizou a maior parte dos experimentos descritos no artigo.

O primeiro passo foi confirmar se a composição das lesões de endometriose das mulheres era a mesma das geradas no modelo animal. Já se sabia que os fragmentos do endométrio que se instalam fora do útero são uma espécie de microcosmo do revestimento uterino, com funcionamento quase autônomo. Ali, há células de sustentação e produtoras de hormônios, que são nutridas por vasos sanguíneos e se comunicam com o restante do organismo por meio de nervos. Não havia certeza, porém, do tipo de neurônio responsável pela inervação.



Comparando amostras de lesão doadas por oito mulheres com endometriose com lesões dos roedores, Fattori e colaboradores constataram que ambas são inervadas por neurônios sensoriais (responsáveis por conduzir a sensação de dor para o cérebro) de um tipo específico: os neurônios produtores de CGRP, um peptídeo (fragmento de proteína) que funciona como comunicador químico entre células.

Nos testes com camundongos e com células cultivadas em laboratório, os pesquisadores constataram que dois compostos liberados pela lesão – o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF) e o fator de crescimento placentário (PlGF) – despertavam esses neurônios, que passavam a sintetizar CGRP ao mesmo tempo que enviavam a informação de dor para o cérebro. Essa ação foi confirmada quando Fattori e colaboradores geraram camundongos geneticamente alterados para não liberar o CGRP: esses animais apresentavam lesões menores e menos sinais de dor do que os do grupo de controle, que produziam o peptídeo.

Em outros experimentos, os pesquisadores verificaram que o peptídeo CGRP recrutava macrófagos para o local da lesão. O CGRP, porém, alterava o funcionamento desses macrófagos que, em vez de remover detritos celulares ou as próprias células da endometriose, passavam a ajudá-las a se multiplicar. Experimentos in vitro mostraram que macrófagos cultivados com o peptídeo perdiam a capacidade de eliminar células mortas e seus restos (eferocitose). Ao mesmo tempo, células do endométrio cultivadas com esses macrófagos se reproduziam mais. Os macrófagos recuperaram a habilidade de realizar eferocitose depois de serem tratados com um medicamento utilizado para enxaqueca que inibe a ação do CGRP. O tratamento também impediu que estimulassem a multiplicação das células da endometriose.

“O trabalho mostra que o CGRP tem um papel dual importante na endometriose. Ele estimula tanto a dor quanto o crescimento das lesões”, comenta o farmacologista Thiago Mattar Cunha, da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, que não participou da pesquisa. Especialista em dores crônicas, Cunha lembra que, por muito tempo, se achou que apenas o sistema imunológico regulava o sistema nervoso. “Hoje se sabe que os neurônios, células do sistema nervoso, podem liberar fatores que mudam as características das células imunes”, conta.

Um estudo publicado em 2023 na Nature Genetics por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, havia indicado que as pessoas com endometriose compartilhavam algumas características genéticas com quem sofria de enxaqueca, um problema em que o peptídeo CGRP também desempenha um papel importante. Fattori decidiu, então, testar se medicamentos que bloqueavam a ação do CGRP podiam reduzir a gravidade da endometriose.

Ele selecionou para os experimentos dois anticorpos monoclonais que neutralizam o CGRP – o fremanezumabe e o galcanezumabe – e dois compostos bloqueadores do receptor ao qual o CGRP se liga na superfície das células de defesa – o rimegepant e o ubrogepant, vendidos, respectivamente, com o nome comercial Nurtec e Ubrelvy. Os quatro medicamentos são utilizados no tratamento da enxaqueca e foram testados individualmente nos camundongos com um problema que simula a endometriose humana.

Imagem de microscopia mostra macrófagos (em vermelho) próximos a neurônio (em verde) produtor de CGRP em lesão de endometriose de camundongos

Tiago Zaninelli / UELImagem de microscopia mostra macrófagos (em vermelho) próximos a neurônio (em verde) produtor de CGRP em lesão de endometriose de camundongosTiago Zaninelli / UEL

Imagem de microscopia mostra macrófagos (em vermelho) próximos a neurônio (em verde) produtor de CGRP em lesão de endometriose de camundongos

Roedores tratados com essas medicações apresentaram lesões até 50% menores do que os que receberam uma solução inerte (placebo), embora não tenham sido observadas diferenças no número de lesões. Os animais do primeiro grupo também mostravam menos sinais de dor – lambiam menos o abdômen, comprimiam menos vezes o ventre contra o chão e apresentavam menos contorções – do que os do grupo de controle. “Todos esses medicamentos já foram aprovados nos Estados Unidos para tratar enxaqueca em seres humanos, o que torna mais fácil testá-los também contra a endometriose”, lembra Fattori.

“Esse mecanismo proposto de controle da dor e de redução das lesões é interessante e importante por ser diferente dos que são alvo dos tratamentos disponíveis hoje”, afirma a ginecologista Cristina Benetti Pinto, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que estuda as terapias para endometriose e seu impacto na qualidade de vida dos pacientes. “A endometriose é uma doença crônica que precisa ser mais estudada e que necessita de alternativas terapêuticas”, relata.

Hoje os tratamentos consistem no controle da dor, com o uso de analgésicos e anti-inflamatórios, e no controle do tamanho das lesões por meio de compostos que reduzem a ação do estrogênio. Produzido pelos ovários, esse hormônio estimula o crescimento e o amadurecimento do endométrio ao longo do ciclo reprodutivo, preparando o útero para a gestação, ao mesmo tempo que faz as lesões crescerem – os resultados apresentados agora sugerem que o estrogênio e o CGRP possam agir em conjunto, favorecendo a progressão das lesões. Em parte dos casos, como quando a endometriose se instala na superfície de alguns órgãos, pode ser necessária cirurgia para remover as lesões, o que nem sempre garante que não reapareçam.

Descrita pela primeira vez em periódicos médicos em 1860 pelo patologista austríaco Carl von Rokitansky (1804-1878), a endometriose parece receber menos atenção do que deveria. Uma análise publicada em 2022 na revista Frontiers in Global Women’s Health, pesquisadoras da Universidade de Canterbury, na Nova Zelândia, relataram que, naquele ano, os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, o maior centro de pesquisas biomédicas do mundo, alocaram em pesquisas sobre endometriose US$ 16 milhões, o equivalente a 0,04% de um orçamento de US$ 41,7 bilhões. Parece pouco diante de uma doença que afeta pelo menos um em cada 10 mulheres e homens trans, com impacto na família e no trabalho – no Brasil, calcula-se que entre 5 e 8 milhões de mulheres em idade fértil tenham endometriose. Apenas nos Estados Unidos, segundo algumas estimativas, algo entre US$ 78 bilhões e US$119 bilhões são gastos anualmente com atendimento, tratamento e perda de produtividade relacionados à endometriose.

“O trabalho publicado na Science Translational Medicine avança na compreensão da endometriose e aponta para uma direção terapêutica promissora”, avalia o ginecologista Mauricio Abrão, da USP, referência internacional no estudo da enfermidade. “Mas são necessários estudos adicionais para validar a eficácia e segurança dessa abordagem em humanos”, afirma o pesquisador, que não participou do estudo atual, mas investiga as causas, a evolução e os tratamentos da enfermidade.

Em um trabalho publicado em 2023 na revista Reproductive Sciences, Abrão e sua equipe avaliaram o impacto da dor na qualidade de vida de 1.129 pessoas que foram depois submetidas a cirurgias para tratar a endometriose. A forma mais frequente de dor relatada foram cólicas intensas (dismenorreia) no período menstrual, experimentada por 93,6% das participantes. A dor reduziu a qualidade de vida de todas e de forma mais significativa naquelas que apresentaram pontuação mais alta, superior a 7, em uma escala de intensidade que vai de 0 a 10.

Uma das limitações do estudo que descreve o papel do CGRP na endometriose é que os testes foram realizados com um modelo da doença em camundongos. “Apesar de informativos, eles podem não reproduzir todos os aspectos da endometriose em humanos, em especial da endometriose profunda, principal causa de dor”, lembra o pesquisador da USP. Além disso, ainda não se sabe quanto tempo duram os efeitos do bloqueio da via do CGRP, algo importante em uma doença crônica como essa.

A reportagem acima foi publicada com o título “Como a endometriose se agrava” na edição impressa nº 346, de dezembro de 2024.

Artigos científicos
FATTORI, V. et al. Nociceptor-to-macrophage communication through CGRP/RAMP1 signaling drives endometriosis­associated pain and lesion growth in mice. Science Translational Medicine. 6 nov. 2024.
RAHMIOGLU, N. et al. The genetic basis of endometriosis and comorbidity with other pain and inflammatory conditions. Nature Genetics. 13 mar. 2023.
ELLIS, K. et al. Endometriosis is undervalued: A call to action. Frontiers in Global Women’s Health. 9 mai. 2022.
ANDRES, M. P. et al. Visual analogue scale cut-off point of seven represents poor quality of life in patients with endometriosis. Reproductive Sciences. 6 dez. 2023.


Este texto foi originalmente publicado por Pesquisa FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND.

https://revistapesquisa.fapesp.br/estudo-procura-explicar-como-a-endometriose-se-agrava-e-causa-dor/

Por: E&M

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Pacientes Com Dor Crônica Passam a Ter Direito a Atendimento Integral Pelo SUS

Pacientes com dor crônica passam a ter direito a atendimento integral pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É o que determina a Lei 15.422, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (8). O texto também cria o Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Dor Crônica, a ser celebrado em 5 de julho.

O atendimento integral para pessoas com dor crônica na rede pública ainda depende de regulamentação. De acordo com a nova lei, os pacientes devem receber informação prévia sobre os potenciais riscos e efeitos adversos dos tratamentos oferecidos.

Dia nacional

O Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Dor Crônica será representado pela cor verde. Anualmente, no dia 5 de julho, o poder público deve promover campanhas de esclarecimento nos meios de comunicação. A medida busca ampliar o conhecimento da população sobre a dor crônica e incentivar a procura por diagnóstico e tratamento adequados.

A nova lei teve origem no PL 336/2024, da deputada Bia Kicis (PL-DF), aprovado no Planério do Senado em maio, com parecer favorável do senador Flávio Arns (PSB-PR), que destacou o potencial da iniciativa em ampliar o debate público sobre a condição:

“A dor crônica compromete a qualidade de vida, limita a autonomia e interfere nas relações, configurando um importante desafio para o sistema de saúde e para a sociedade. A criação de uma data nacional tem, portanto, papel estratégico na ampliação da conscientização, na difusão de informações e na mobilização de profissionais e gestores em torno do tema.”.

Lurya Rocha, sob supervisão Dante Accioly.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado 



sexta-feira, 29 de maio de 2026

A Dor Sempre Foi Real: Por Que a Endometriose Ainda É Tão Desacreditada?

 


Milhões de mulheres convivem com dores incapacitantes e ainda enfrentam julgamentos, atrasos no diagnóstico e a descrença de familiares, profissionais saúde e da sociedade.

Durante décadas, mulheres com endometriose ouviram frases como:

“É apenas cólica.”

“Toda mulher sente isso.”

“Você está exagerando.”

“Isso é emocional.”

      "Isso é coisa da sua cabeça" 

Enquanto isso, milhões conviviam silenciosamente com dores intensas, limitações físicas, sofrimento emocional e impactos profundos na vida pessoal, profissional e familiar.

Mesmo hoje, após avanços científicos importantes, muitas pacientes continuam enfrentando um dos maiores desafios da doença: serem acreditadas.


Quando a Dor Não É Vista

A endometriose nem sempre aparece imediatamente em exames simples.

Muitas mulheres passam anos buscando respostas.

Durante esse período, é comum enfrentarem:

  • julgamentos;
  • minimização da dor;
  • demora no diagnóstico;
  • dificuldades no acesso ao tratamento;
  • incompreensão familiar;
  • impactos emocionais e financeiros.

Algumas relatam terem sido desacreditadas até mesmo em hospitais e consultas médicas.


Muito Além da Dor Física

A endometriose pode afetar todas as áreas da vida.

Relacionamentos.

Trabalho.

Saúde emocional.

Vida social.

Projetos pessoais.

Muitas mulheres precisam reorganizar completamente sua rotina para conviver com sintomas persistentes e tratamentos contínuos.


O Peso Invisível da Doença

Além da dor física, existe o desgaste emocional de tentar explicar algo que muitas pessoas não conseguem enxergar.

É comum que pacientes escutem que estão exagerando ou dramatizando seus sintomas.

Esse processo pode gerar:

  • isolamento;
  • ansiedade;
  • depressão;
  • sentimento de culpa;
  • desesperança.

Por isso, acolhimento e escuta são tão importantes.


Juntas em Uma Só Voz

Na Endometriose Mulher, milhares de histórias já mostraram a mesma realidade:

A dor sempre foi real.

Cada mulher que buscou ajuda, chorou em silêncio ou lutou para ser ouvida merece respeito, acolhimento e cuidado adequado.

A conscientização salva vidas.

A informação protege.

E acreditar na mulher é o primeiro passo para transformar essa realidade.


Conclusão

A ciência está avançando.

Os diagnósticos estão melhorando.

As pesquisas continuam crescendo.

Mas ainda existe uma mudança fundamental que precisa acontecer:

As mulheres com endometriose precisam ser ouvidas.

Porque nenhuma paciente deveria passar anos sofrendo antes de receber cuidado, respeito e tratamento adequado.


English Summary

Endometriosis is still frequently misunderstood and underestimated, despite causing severe pain and deeply affecting the lives of millions of women worldwide.

Many patients spend years searching for answers while facing disbelief, delayed diagnosis, emotional suffering, and social stigma.

At Endometriose Mulher, we believe listening to women, validating their pain, and providing support are essential steps toward changing this reality.

Awareness saves lives.

Information protects.

And every woman deserves to be heard, respected, and cared for.


ENDOMETRIOSE MULHER

Endometriose Mulher
Juntas em Uma Só Voz

Acolhendo, orientando, encaminhando e fortalecendo mulheres com endometriose desde 2004.



📖 Capitulo Anterior: O Que as 80 Descobertas Genéticas Significam para as Mulheres com Endometriose?


quarta-feira, 27 de maio de 2026

O Que as 80 Descobertas Genéticas Significam para as Mulheres com Endometriose?

Pra Cego Ver: Arte digital em tons suaves de rosa, pink e dourado. À esquerda, o título destaca: "80 Descobertas Que Podem Mudar o Futuro da Endometriose". Ao centro, uma hélice de DNA iluminada representa as novas descobertas genéticas associadas à doença. À direita, uma mulher observa o horizonte com expressão de esperança e confiança. Ícones informativos destacam possíveis avanços, como melhor compreensão da doença, diagnósticos mais rápidos, tratamentos mais eficazes e mais qualidade de vida para milhões de mulheres. Na parte inferior, a identidade da Endometriose Mulher reforça sua missão de acolher, orientar, encaminhar e fortalecer mulheres com endometriose desde 2004. A imagem transmite esperança, conhecimento científico e a certeza de que cada descoberta aproxima as mulheres de um futuro melhor.


 A maior pesquisa genética da história da endometriose encontrou 80 regiões do DNA associadas à doença. Mas o que isso significa na prática para as mulheres que convivem com a dor?


Se você leu nossa publicação anterior, provavelmente ficou com uma pergunta:

Afinal, o que muda na vida das mulheres quando os cientistas descobrem 80 regiões genéticas ligadas à endometriose?

A resposta é simples: essas descobertas ajudam a compreender melhor as causas da doença e podem abrir caminho para diagnósticos mais rápidos e tratamentos mais eficazes no futuro.

Embora não representem uma cura imediata, elas são um passo importante para milhões de mulheres que aguardam respostas há décadas.



O Que os Cientistas Descobriram?

Os pesquisadores analisaram informações genéticas de aproximadamente 1,4 milhão de mulheres e identificaram 80 regiões do DNA associadas ao risco de desenvolver endometriose.

Entre elas, 37 nunca haviam sido associadas à doença anteriormente.

Essas descobertas ajudam os pesquisadores a entender quais mecanismos biológicos participam do desenvolvimento da endometriose.


Isso Muda Minha Vida Hoje?

Essa é uma pergunta que muitas mulheres fazem.

A resposta honesta é:

Não imediatamente.

Você não receberá um novo tratamento amanhã apenas por causa dessa pesquisa.

Mas ela pode acelerar o desenvolvimento de novas formas de diagnóstico e de terapias mais eficazes nos próximos anos.

A ciência avança passo a passo.

E cada descoberta constrói o caminho para a próxima.


Vai Existir um Exame Genético para Diagnosticar Endometriose?

Ainda não.

Mas estudos como esse aproximam os pesquisadores desse objetivo.

Hoje o diagnóstico depende principalmente da avaliação clínica e de exames especializados.

Com mais conhecimento sobre a genética da doença, os cientistas esperam identificar formas mais rápidas e precisas de reconhecer mulheres com maior risco.


Isso Significa Que a Cura Está Próxima?

Ainda não podemos afirmar isso.

A endometriose continua sendo uma doença complexa.

Mas a pesquisa oferece algo extremamente valioso:

Compreensão.

Quanto mais os cientistas entendem os mecanismos da doença, maiores são as chances de desenvolver tratamentos melhores.


Juntas em Uma Só Voz

Para a Endometriose Mulher, esta pesquisa representa mais do que uma descoberta científica.

Ela representa esperança.

Esperança para mulheres que aguardam anos por um diagnóstico.

Esperança para quem convive diariamente com dores incapacitantes.

Esperança para quem já teve sua dor desacreditada.

Cada avanço científico reforça uma verdade que milhares de mulheres conhecem na própria pele:

A endometriose é real.

A dor é real.

E a busca por respostas continua avançando.


Conclusão

As 80 descobertas genéticas não representam o fim da jornada.

Mas representam um novo capítulo.

Um capítulo em que a ciência começa a compreender melhor uma doença que afetou milhões de mulheres durante décadas.

E cada nova resposta nos aproxima de um futuro com diagnósticos mais rápidos, tratamentos mais eficazes e mais qualidade de vida para quem convive com a endometriose.

Próxima publicação

👉 Na próxima matéria da série, vamos falar sobre um tema que acompanha milhões de mulheres:

"A Dor Sempre Foi Real: Por Que a Endometriose Ainda É Tão Desacreditada?"

A maior pesquisa genética da história da endometriose identificou 80 regiões do DNA associadas à doença.

Mas o que essas descobertas significam na prática?

Na publicação anterior, mostramos como pesquisadores analisaram aproximadamente 1,4 milhão de mulheres e trouxeram novas pistas sobre as causas da endometriose.

📖 Leia também:
👉A Ciência Finalmente Escutou as Mulheres: Maior Estudo da História da Endometriose Analisa 1,4 Milhão de Pacientes

Agora vamos entender o que essas descobertas podem representar para o futuro das mulheres que convivem com a doença.


The largest genetic study ever conducted on endometriosis analyzed approximately 1.4 million women and identified 80 genetic regions associated with the disease.

These discoveries may help researchers better understand endometriosis and contribute to faster diagnosis, more effective treatments, and a better quality of life for millions of women worldwide.

Although these findings do not represent an immediate cure, they mark an important step toward a deeper understanding of the disease and offer new hope for women living with endometriosis.

At Endometriose Mulher, we believe every woman deserves to be listened to, respected, supported, and properly cared for.

Together, we continue raising awareness, sharing knowledge, and strengthening the voices of women affected by endometriosis around the world.




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Cadastro Nacional de Mulheres com Endometriose

segunda-feira, 25 de maio de 2026

A Ciência Finalmente Escutou as Mulheres: Maior Estudo da História da Endometriose Analisa 1,4 Milhão de Pacientes




Maior estudo genético da história da endometriose analisa 1,4 milhão de mulheres e traz esperança para milhões de pacientes

A ciência acaba de dar um dos passos mais importantes na compreensão da endometriose.


Para a Endometriose Mulher, esta pesquisa representa muito mais do que números.

Ela representa esperança.

Esperança para mulheres que aguardam um diagnóstico.

Esperança para quem convive diariamente com dores incapacitantes.

Esperança para quem já teve sua dor desacreditada.

Cada avanço científico reforça uma verdade que milhares de mulheres conhecem na própria pele: a endometriose é uma doença real, complexa e que merece atenção, respeito e tratamento adequado.


Uma pesquisa internacional publicada na revista científica Nature Genetics reuniu pesquisadores de diversos países e analisou informações genéticas de aproximadamente 1,4 milhão de mulheres. O estudo é considerado o maior já realizado sobre a doença e pode transformar a forma como a endometriose é compreendida, diagnosticada e tratada no futuro.

Uma doença que afeta milhões

A endometriose afeta cerca de uma em cada dez mulheres em idade reprodutiva, o que representa aproximadamente 190 milhões de mulheres em todo o mundo. Apesar de sua frequência, a doença ainda é subdiagnosticada e frequentemente incompreendida. Muitas pacientes convivem durante anos com dores incapacitantes antes de receberem um diagnóstico correto.

O que os pesquisadores descobriram?

A equipe internacional identificou 80 regiões do genoma associadas ao risco de desenvolver endometriose.

Entre elas, 37 regiões nunca haviam sido associadas à doença anteriormente.

As descobertas ajudam a compreender melhor os mecanismos biológicos envolvidos no desenvolvimento da enfermidade e reforçam que a endometriose é uma condição complexa que envolve múltiplos sistemas do organismo.

Muito além de uma doença ginecológica

Os resultados mostram que a endometriose está relacionada a processos biológicos como:

  • Inflamação crônica;
  • Alterações do sistema imunológico;
  • Regulação hormonal;
  • Remodelação dos tecidos;
  • Formação de novos vasos sanguíneos;
  • Mecanismos ligados à dor crônica.

Isso reforça o que muitas pacientes já sabem na prática: a endometriose não afeta apenas o útero. Ela pode impactar todo o organismo e comprometer profundamente a qualidade de vida.

O fim do mito da "dor normal"

Durante décadas, mulheres com endometriose ouviram que suas dores eram normais ou exageradas.

Agora, a genética oferece evidências robustas de que a doença possui bases biológicas concretas e complexas.

A pesquisa contribui para combater a desinformação e fortalecer a conscientização sobre uma condição que ainda é cercada por preconceitos e desconhecimento.

O que muda para o futuro?

Os cientistas acreditam que os resultados poderão contribuir para:

  • Diagnósticos mais rápidos;
  • Identificação precoce de pacientes de maior risco;
  • Desenvolvimento de tratamentos personalizados;
  • Novos medicamentos direcionados aos mecanismos biológicos da doença.

Embora ainda não exista cura definitiva, o estudo representa um marco histórico e abre novas perspectivas para milhões de mulheres que convivem diariamente com a dor.

Conclusão

A maior pesquisa genética da história da endometriose traz uma mensagem poderosa:

A dor da mulher com endometriose é real.

A ciência está avançando.

E cada nova descoberta aproxima a medicina de diagnósticos mais rápidos, tratamentos mais eficazes e de uma vida com mais qualidade para milhões de pacientes.

Juntas em Uma Só Voz

Para a Endometriose Mulher, esta pesquisa representa muito mais do que números.

Ela representa esperança.

Esperança para mulheres que aguardam um diagnóstico.

Esperança para quem convive diariamente com dores incapacitantes.

Esperança para quem já teve sua dor desacreditada.

Cada avanço científico reforça uma verdade que milhares de mulheres conhecem na própria pele: a endometriose é uma doença real, complexa e que merece atenção, respeito e tratamento adequado.

Fontes

E Agora?

O maior estudo genético da história da endometriose identificou 80 regiões do DNA associadas à doença.

Mas o que essas descobertas significam na prática?

Elas podem acelerar o diagnóstico?

Podem levar a novos tratamentos?

Podem mudar a vida das mulheres que convivem diariamente com a dor?

👉 Na próxima publicação da série, vamos explicar de forma simples o que os cientistas descobriram e como isso pode impactar o futuro da endometriose.


Endometriose Mulher

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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Resultados cirúrgicos e acompanhamento a longo prazo após ressecção retossigmoide laparoscópica em mulheres com endometriose infiltrativa profunda.

 R. Seracchioli 1G. Poggioli F Pierangeli L Manuzzi B Gualerzi L Savelli V Remorgida M Mabrouk S Venturoli

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Estudo procura explicar como a endometriose se agrava e causa dor em mulher e homens trans

  Compostos liberados por células de defesa estimulam o crescimento das lesões típicas da doença, que regridem com medicação contra enxaquec...